Colonialismo e pós-colonialismo
Há porém, nos interstícios dessas análises sistémicas, um vasto leque de questões, de casos omissos, de páginas amarrotadas da/pela história, que continuam a requerer clarificação e reflexão crítica. Reflexão esta que exige distanciamento, objectividade analítica e um corte com os viés ideológicos e as visões maniqueístas da história. Porque a análise social está para além e é bem mais complexa do que o binómio vítimas/ carrascos. Essa é, aliás, em muitos casos, a linguagem a que recorrem os novos tiranos, disfarçados de salvadores, que atentam diariamente contra os direitos humanos em muitos países independentes, mas onde a democracia é ainda um sonho impossível. Porque me parecem contributos interessantes para esta reflexão – e chamam a atenção para aspectos polémicos – reproduzo abaixo três textos recentes que focam a questão colonial em contextos diferentes. Particularmente preocupante é a questão de Angola suscitada no texto de António Barreto (ver abaixo).
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